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3 de julho de 2013

Eu Li: Holocausto Brasileiro

Depois que iniciei meu estágio no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, mais precisamente no Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário - PAI-PJ, desenvolvi um enorme interesse sobre saúde mental, políticas antimanicomiais e etc.

Como grande parte da sociedade, antes de ter um contato mais próximo com portadores de sofrimento mental, também achava que o louco deveria ser afastado da sociedade e receber seu tratamento atrás dos muros altos de instituições de internação. Hoje, vejo o quão equivocado era meu pensamento.

Quando soube do lançamento do livro Holocausto Brasileiro, de Daniel Arbex, sabia que este livro iria subir para o número 1 da minha lista de leituras.

O livro é um espécie de "documentário" que resgata a trágica e desumana história dos internos do maior hospício do Brasil, conhecido como Colônia e situado na cidade de Barbabacena/MG.

Cerca de 60.000 pessoas morreram atrás dos muros da instituição. Naquela época, qualquer motivo era válido para se internar alguém e a vasta maioria era encaminhado à força para o hospital. Destas pessoas, cerca de 70% sequer possuíam diagnóstico de doença mental. Pelo menos 33 crianças estiveram internadas no Hospital Colônia.

Ao longo de suas 272 páginas, o livros nos leva numa viagem triste e sem qualquer censura. Em alguns momentos interrompi a leitura para recuperar o fôlego. É realmente difícil aceitar que tanta coisa horrível foi praticada com a conivência do próprio Estado, médicos e da sociedade.

São inúmeros depoimentos de pacientes, funcionários e médicos que descrevem sessões de eletrochoque, precariedade de leitos, abandono e muito sofrimento sem porquê.

Pra quem se interessar sobre o assunto, existe também o documentário Em nome da Razão que foi gravado justamente no Hospital Colônia em 1979. São 27 minutos intensos e de uma realidade doída.


Ao longo da minha leitura, foi até engraçado me deparar com história de pacientes que já havia "conhecido" através do documentário acima.
Recomendo para aqueles que gostam do assunto, mas principalmente para aqueles que pouco conhecem a triste história dos manicômios brasileiros. É incrível como em meio àqueles que são tão marginalizados pela sociedade, é possível encontrar muito mais humanidade que aqui, do outro lado do muro.


Compre o livro aqui.

28 de janeiro de 2013

Os 200 anos de 'Orgulho e Preconceito'

Jane Austen 
Difícil imaginar que a escritora do clássico Orgulho e Preconceito tenha recebido míseras 110 libras por seu trabalho, né? Mas foi exatamente esse o valor recebido por Jane Austen. Seu editor, Thomas Egerton lucrou quatro vezes mais somente com as duas primeiras edições.

O romance foi publicado em 28 de janeiro de 1813, e até hoje é lido por milhões de pessoas ao redor do mundo. Estima-se que já tinham sido vendidas 20 milhões de cópias do livro. A história é de conquistar o coração. Darcy, a principio um personagem pouco carismático, se transforma quando Elizabeth Bennet desperta seu amor. No início ele se mostra um homem frio e arrogante, mas ao longo da trama, a paixão por Elizabeth amolece seu ego.


"É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, de posse de boa fortuna, deve estar atrás de uma esposa."

Essa famosa frase inicia o romance que marcou gerações e continua conquistando fãs nos dias de hoje. 

Quem não leu, corre pra ler. E àqueles que já leram, recomendo 'Orgulho e Preconceito e Zumbis', uma adaptação do romance de Jane Austen, acrecentando à história, zumbis, rsrs... Vale a leitura, e rende muita distração ;-)

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Compre 'Orgulho e Preconceito' aqui
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5 de novembro de 2012

Cinquenta tons de preguiça (ou meu feriado)

Ilustração: Rodrigo Padrini

Hoje é um dia que combina muito com um resumão do feriado. Acho que vai me ajudar a conformar que além de tudo, é meu último dia de férias.
Como o namorado não trabalhou na quinta-feira, nossa saga da preguiça começou um dia antes. Aproveitei a tarde pra resolver a vida ir no salão. Saí até mais leve de lá: unhas nude, sobrancelha linda e cabelos sedosos! 

Na sexta-feira pós almoço a gente resolveu fazer um programa diferente, meio turístico meio sei lá o que. Fomos visitar um mirante recém aberto aqui em BH e que tem uma vista de tirar o fôlego! Os dias aqui estavam muuuuito quentes. Coisa bem desconfortável mesmo, então, a preguiça falava mais alto que a vontade de realmente fazer alguma coisa. Como na sexta o dia ficou meio nublado, meio ensolarado, a gente teve mais coragem de se "aventurar". A noite caiu uma chuva eterna e a gente decidiu ser gordinho ficando no ar condicionado, comendo chocolate e vendo o filme da Marilyn Monroe.

No sábado o namorado teve show no interior e viajou, então meu dia foi paradíssimo!
Há um mês mais ou menos comprei o livro "Cinquenta tons de cinza", e exatamente há um mês não consigo sair da página 13. 
Eu não sei o que acontece com esse livro. Fiquei empolgadíssima quando comprei (com um super desconto e frete grátis hihi), mas acho que tanta expectativa atrapalhou minha "performance".
No sábado peguei com vontade de ler pelo menos umas 50 páginas, e com duas frases já estava cochilando.
Não vou desistir não. Nem que eu vá de duas em duas frases, mas vou terminar o livro. Alguém tem alguma dica pra desempacar a história?
Entendo que nem cheguei na "parte boa" da história, maaaaaaas, do jeito que tá, tô achando que não vou chegar nunca!

Depois da tentativa frustrada de uma tarde de leitura, resolvi me aventurar em um filme: "Jogos Vorazes" (The Hunger Games). Já tinha ouvido falar e sei que tem até livro, mas nunca tinha me interessado. Assisti o trailer, pensei e fui.
No começo fiquei descrente. Esse não é o típico filme que me atrai. <polêmica> Acho a coisa toda muito utópica, misturado com gente bonitinha e um romance mimimi pra conquistar quem assiste </polêmica>. No final do filme porém, confesso que já estava um pouquinho mais rendida e até ansiosa. 
Não me arrependi de ter assistido, e consigo entender o porquê do filme ter se tornado uma certa febre na época que foi lançado: é a típica fórmula que da certo! Enfim, não tenho muito mais o que dizer. Não recomendo e nem desrecomendo.

O feriado foi bom. Sem muitas emoções, mas na medida certa da preguiça e das novidades. 
Equilíbrio, né?

10 de outubro de 2012

Peanuts ou "Minduim"

Tenho certeza que todo mundo aqui conhece o bom e velho Charlie Brown, seu cachorrinho Snoopy e o resto da turma, né?
Eu já conhecia as tirinhas do Charles Schulz (o cartunista e criador da série Peanuts), mas nunca dei muita bola. Fui ter um contato maior há mais ou menos um ano e aí não larguei mais. Impossível não se apaixonar por esses personagens e viciar nas "historinhas".

No meu aniversário fui presenteada com um livro sensacional: Peanuts Completo






Esse livro é uma graça! Faz parte de uma coleção que reúne várias tirinhas publicadas no período de um ano. Ou pelo menos eu acho. Esse que eu tenho é uma coleção do ano de 1957 a 1958, por exemplo. São livros de capa dura, separados por período e é pra colecionar mesmo! O visual é super simpático e vão garantir dias de distração.
Quando eu pego pra ler, nem sigo a ordem das páginas. Vou abrindo aleatoriamente e lendo o que vier. 


Tirinhas do livro 'Peanuts Completo'


 Por falar em Peanuts, vem filme por aí com previsão de estréia para 2015, olha só. Certeza de sucesso garantido.
E pra quem é fã não só do Charlie Brown, mas de tirinhas em geral, existe uma página no facebook que publica todos os tipos de tirinhas pra você ler e compartilhar. Curte aqui o Depósito de Tirinhas

E, a quem interessar, fica a dica para me presentar nas próximas datas comemorativas hihihi.

8 de outubro de 2012

Uma paixão: Livros policiais

Para abrir com chave de ouro, logo de cara uma paixão recém resgatada: Livros que envolvem mistério.

Livros sempre foram grandes companheiros. Daqueles que mesmo num sábado a noite, quando tudo que você mais quer é um copo de cerveja bem gelada, fazem o tempo voar (e a vontade - quase - passar)! Há algum tempo tinha abandando um pouco esse hábito. Me entreguei às noitadas, tv, séries, internet e ócio. Passei a ler alguma coisa aqui e ali, sem muita vontade e sem muito critério.
Até que, no meio do caminho surgiu um namorado hihihi.
Foi ele que aos poucos me trouxe de volta ao mundo da leitura. Fui apresentada ao grande Comissário Maigret. Uma espécie de Sherlock Holmes francês altamente cativante. Maigret é personagem de uma série de livros do escritor Belga, Georges Simenon. Seus livros são pequenos, com pouco mais de 150-170 páginas e de uma leitura super simples. Sabe aquele tipo de livro que a gente pega e não dá pra largar enquanto não termina? É bem assim. E sem falar no precinho mais que amigo: os livros custam entre R$10,00 e R$20,00.


E nessa onda de livros de mistério, eis que Agatha Christie volta pra minha vida! Sou dona de 3 (três) títulos da autora: Passageiro para Frankfurt, Assassinato no campo de golfe e o recém adquirido e lido Assassinato na casa do pastor. Já nem me lembrava mais da Mrs. Marple ou do detetive Poirot.
Sempre curti uma vibe mistério. Meus filmes favoritos são de suspense, terror ou policiais. Agora, adiciono mais uma categoria de favoritos. 
Nesta semana, e muito provavelmente na próxima, estarei curtindo uma "mini férias" e vou colocar muuuita leitura em dia. Uma ótima forma de preencher tempo livre e ganhar muita coisa em troca.

Se alguém aí tiver uma dica bacana pra compartilhar, é só mandar que eu tô aceitando!